Jesus chama a
nossa atenção para o tamanho da lavoura : “A messe é grande", diz
Ele. Chama a atenção para o problema dos operários para atuar
nessa lavoura: “Os operários são poucos”. Com poucos fica difícil
concretizar o projeto de Deus de evangelizar o mundo. Então Jesus
exorta: “Pedi ao Senhor da messe que mande operários para a sua
messe.”
Será que o Senhor da messe não sabe das necessidades dela?
Sabe. Não conhece Ele o tamanho da messe. Conhece. Não constata a
escassez de operários? Constata. Então, por que é preciso
pedir-lhe? Por que ele já não resolve de uma vez e manda os
operários que a messe precisa? As mesmas perguntas podem ser
feitas a respeito de qualquer oração. Por que orar, por que pedir
a Deus? Ele não sabe de nossas necessidades? Ele não é um Pai
cheio de ternura e misericórdia? Então, por que Jesus insiste
tanto na necessidade da oração?
A questão é que a fé é um relacionamento pessoal entre o homem
e Deus, entre os filhos e o Pai. Pai e filhos dialogam na oração.
O pai fala, os filhos escutam. Os filhos falam, o Pai escuta. Os
filhos pedem, o Pai concede. Este Pai quer realizar maravilhas na
vida da gente, mas a gente tem que conversar amorosamente com ele,
a gente tem que pedir que ele realize suas maravilhas como fez
Maria, como os apóstolos, com todos os homens e mulheres do
Evangelho que se aproximaram de Jesus em atitude de confiança e
obtiveram dele a vida em plenitude que procuravam. A sua oração
pelas vocações vai ficar mais bonita ainda se você tiver a coragem
de dizer ao Senhor: “Enviai, Senhor, operários para a vossa
messe... E cá estou á vossa disposição. Se for da vossa vontade,
chamai-me. Se for da vossa vontade, enviai-me |
|